domingo, 15 de maio de 2011

Caminhos para expressão e comunicação - Parede para colorir e desenhar

Garimpando na internet descobri este blog. Ótimo para os arteiros de plantão!!!
Adorei porque dá também idéias de reciclar materiais, gastar pouco e decorar os ambientes, aliando estética e função. Tudo que sou fã!
Neste post coloco em evidência a parede pintada com tinta de lousa. Alternativa viável para fazer aquela parede no quarto da criança para ela soltar a imaginação para desenhar e escrever livremente. Além disso, determina o espaço para a criançada, e por que não, os adultos brincarem à vontade.
Pode ser feita em outros lugares da casa ou de tamanhos diferentes para ter o efeito de comunicação de recados, de composição de cenas que podem ser refeitas.
É legal procurarmos suportes diferentes para a criança ter modelos diferentes e formas espontâneas de construção de escrita e desenho.
Vale ter sempre em mãos: lousas brancas, paredes de azulejos que podem ser lavadas depois de pintadas, quadros imantados para fixar desenhos, figuras imantadas para compor cenas na lousa imantada, além dos marteriais de praxe como tinta, pincéis, papéis diversos, argila, massa de modelar.
A combinação destes recursos serve também para as crianças que precisam de recursos especiais para chegar a representação e comunicação. Com algumas crianças é necessário uma avaliação por especialista para eleição dos recursos e chegar a um caminho mais apropriado à elas.
Encontrar um meio de espressão faz parte da vida de todos nós!



http://casadecolorir.blogspot.com/2010/11/o-mundo-na-parede.html

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A arte pode ser feita por todos?

Ana Elizabeth Prado
Crefito3/1670 TO
Um tema que penso sempre no meu trabalho de terapeuta ocupacional é de quanto a  arte pode influenciar o modo como fazemos o nosso cotidiano, nas simples atitudes. Quantas vezes prestamos atenção em como podemos criar uma estética própria?  E de como os processos do homem, digo político, afetivo, biológico são interdependentes para formar uma história. Não é assim também que se produz cultura?
Por exemplo, quem recicla o lixo diariamente? O que faz com ele? Dá para reutilizar aquele objeto e dar uma nova função? Dá para fazer um retoque criativo e dar de presente para um amigo? E  virar um brinquedo? Aquela caixa que veio um presente não pode ser incrementada e servir para guardar "badulaques" ao invés de ter que comprar outra caixa? Além de dar uma função também pode ser uma oportunidade para exercitar a criatividade.

Nem vou comentar sobre os benefícios que traz ao planeta quanto a reutilização de materiais, que é sabido por todos. Por enquanto quero me referir aos benefícios do exercício de atitudes criativas e lúdicas, e por que não dizer políticas no nosso dia-a-dia. Vamos começar a olhar para materiais que iriam direto para o lixo e pensarmos se realmente não podem ser reutilizados.  

Brinquedo feito de embalagem de ovo de Páscoa com sementes


Brinquedo luminoso para criança com baixa visão. Reaproveitamento de vaso de planta pintado.
Marcel Duchamp, um grande artista visionário do século passado, questionou os limites da arte levando objetos do cotidiano à categoria de obras de arte. Os “ready-made” serviam para contestar a forma de produção artística instalada na época, mas eles só foram possíveis por meio do olhar multidimensional do criador. Sem ter o objetivo de reciclar o lixo Duchamp reciclou as mentes das pessoas que entenderam o significado de suas obras e que a partir daí a história da arte tomou outro rumo.

Marcel Duchamp by Man Ray
Por que não podemos criar uma rotina de parar por instantes para brincar de reinventar coisas? Assim criamos oportunidades de reinventar mentes...reinventar modos de vida.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sistema Tátil – lambuzar para organizar

O que sentimos e fazemos a partir da nossa pele?

Por Ana Elizabeth Prado
Credito 3/1670 TO

O tato, ao contrário do que às vezes pensamos, não está localizado só na mão, mas em toda extensão do território corporal, na pele e mucosas. A pele que faz a fronteira do corpo entre o meio externo  é a mesma que informa as diferentes qualidades das informações táteis: o toque superficial, profundo, dor, temperatura, influenciando no funcionamento dos demais sistemas. O tato protege e discrimina devido aos diferentes receptores sensoriais espalhados por todo o corpo organizando, processando e regulando tanto funções físicas como comportamentais. Dos receptores aos centros superiores, e destes organizando respostas para entrar em relação. O que sentimos nos ajuda a agir!   
Desde a vida intrauterina o sistema tátil, o sistema proprioceptivo e o vestibular são os principais responsáveis pelas informações sensoriais primárias do corpo. Do espaço líquido ao ambiente atmosférico  somos continuamente inundados de informações de dentro e fora do nosso corpo. As primeiras relações vinculares irão se constituir pelo tecido corporal e o funcionamento dos órgãos de relação. Mamar e amamentar, por exemplo, são relações de reciprocidade que vão alimentando e estruturando vidas, da mãe e do bebê.
O mesmo acontece com todas as habilidades natas e aprendidas:  é pela vivência que vai integrando uma funcionalidade dinâmica configurando um modo de comportamento.
Alguns estudos mostram que a privação ou a diminuição de experiências táteis aumentam a predisposição para alteração de habilidades de interação social, problemas de coordenação motora e regulação do nível de atenção que contribuem para dificuldades de aprendizagem, entre outras consequências.
Estamos vivendo numa época em que o sistema que regula o nosso jeito de estar no mundo pouco está em uso ou funciona de forma restrita.
O excesso de limpeza, o corre-corre do tempo nas grandes metrópoles, a “ciência das infecções” e muitos outros fatores fazem diminuir cada vez mais as oportunidades de as crianças poderem vivenciar naturalmente as explorações táteis necessárias para um saudável desenvolvimento, unindo o prazer e a descoberta como fontes para sustentar o seguimento da vida.
Nestes tempos de Páscoa, e muito chocolate, vale aproveitar a oportunidade de deixar um lembrete: que todos, se quiserem, se lambuzem muito! Da cabeça aos pés!
Vida Nova!

Fontes inspiradoras: as crianças e famílias com as quais eu trabalho (muito obrigada), e os livros:
"Sensory Integration and Self-Regulation in Infants and Toddlers: helping very young children interact whit their environment" Williamson, G.; Anzalone, M. E. Zero a three, 2001
"Tocar - O Significado Humano da Pele" Montagu, A. Summus, 1988

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Não, não, não!!! O que não se deve fazer diante de pessoas com Alzheimer


Nunca discuta com o cliente, concorde com ele;
Nunca tente argumentar com ele, distraia-o, mude o foco da sua atenção;
Nunca demonstre vergonha dele, mostre orgulho;
Nunca tente ensinar-lhe;
Nunca peça para lembrar de situações, lembre-o de coisas importantes e eventos;
Nunca diga “eu avisei “, repita quantas vezes for necessário;
Nunca diga “você não pode”, diga “faça o que puder”;
Nunca exija ou ordene, peça ou mostre;
Não desencoraje-o, incentive-o;
Nunca force.
Fonte:http://www.reabilitacaocognitiva.org/ que foi tirado do site Alzheimer Argentina

sábado, 19 de março de 2011

Brinquedos para crianças com baixa visão


Por Ana Elizabeth Prado
Crefito 3/1670 TO

Já comentei em outras postagens a necessidade de escolher brinquedos para estimular o desejo de ver e brincar com crianças que tenham baixa visão. Este é um exemplo de brinquedo, para bebê e criança pequena, comprado em loja não especializada para esta proposta, mas que "garimpando" podemos encontrar alternativas adequadas. O importante é ter em mente que o brinquedo tenha:
-cores em alto padrão de contraste, quer dizer, cores com grandes diferenças para serem percebidas
-formas simples para ajudar em processar a informação visual
-contorno definido para a percepção da forma
-detalhes que servem como "pistas visuais" para caracterizar o brinquedo
-componentes associados, como boa qualidade sensorial tátil e auditiva
-possibilidade de manuseio e interação 
-com função regulatória, em potencial. No caso deste brinquedo pude vivenciar com uma criança quando ela entrava no estado de auto-organização ao abraçar o boneco
-e como com qualquer brinquedo, que ofereça segurança e prazer em brincar livremente

Este é um exemplo de bRinQuedoFeiTO

Podemos pegar os princípios de adequação visual para confeccionar brinquedos para crianças com baixa visão e usar o que tiver no nosso dia-a-dia. Aproveitamos para reutilizar materiais que seriam descartados no lixo ou usá-los de forma diferente. Fiz este chocalho para um bebê que também apresentava disfunção neuromotora e precisava de ajuda para poder segurar os brinquedos. Usei um potinho comum de produto lácteo disponível no mercado, forrei com tecido em cor de alto contraste e coloquei uma espécie de alça elástica (tirada de uma roupa) para a criança segurar o chocalho e brincar por conta própria. Esta alça pode ser substituída por um elástico largo, tendo cuidado para não apertar a mão do bebê. O principal disto tudo é acharmos soluções para as crianças fazerem suas próprias experimentações!