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Na luz do túnel |
Ana Elizabeth Prado
Crefito 3/1670 TO
Sim, é um túnel de malha onde a criança, que queira, é claro, e a que precisa, entra na brincadeira pela sensação de estar envolvida e também de poder se movimentar de modo diferente sentindo todo o seu corpo.
O intuito aqui não é tecer todas as instâncias que estamos lidando ao entrar, ficar e sair do tubo mas sim lembrar que existem diversas opções para todos em conhecer o corpo por entradas sensoriais, estando o corpo parado e em movimento.
Perceber as preferências e as necessidades sensoriais de cada pessoa é uma tarefa básica e ao mesmo tempo natural de um terapeuta ocupacional que trabalha com Integração Sensorial.
Este tubo de malha permite que uma grande extensão do território corporal receba a entrada sensorial tátil e proprioceptiva no corpo inteiro favorecendo um sentido de unidade. As cadeias musculares são chamadas para ação de propulsão e coordenação de movimento.
Esta brincadeira não é fácil! Mas há quem goste e que queira repetir.
O tônus muscular muitas vezes pode se regularizar por entradas sensoriais adequadas para cada perfil sensorial contribuindo para o equilíbrio do estado emocional e contato social.
Muitas crianças que apresentam alteração de processamento sensorial (Dificuldades de Aprendizagem, Espectro Autista, TDAH, entre outros) podem precisar e gostar de ficar em espaços pequenos para regular o estado de alerta e estar em conexão com o ambiente de forma mais cômoda.
Ao sair da malha tubular a maioria das crianças apresentam uma prontidão no estado de alerta e melhor nível de atenção para atividades que exigem integração corpo/linguagem/percepção.
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A ludicidade ajuda a superar certos desafios. | | |
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Existem variações do uso da malha. A depender da idade pode ser menor de comprimento; a entrada e saída pode ter um aro para ficar mais larga. A terapeuta ou a mãe pode entrar junto com a criança. A malha ainda pode ser uma parte de uma história infantil com aventuras onde aproveitamos para organizar o planejamento motor e funções simbólicas.
Vale adaptar tendo em mente a melhor forma de brincar. Só não vale colocar a criança se ela não quiser. Por isso deve ser avaliada a indicação e maturidade de quem for usar.
Quer saber mais?
http://terapiaocupacional-bethprado.blogspot.com.br/2011/02/terapia-de-integracao-sensorial.html